Canários adiantaram-se antes do intervalo e aguentaram um autêntico...massacre.
O Estoril conseguiu ontem a quarta vitória consecutiva no confronto com o Belenenses, manteve a sua baliza a zero em jogos caseiros e deu um pulo na classificação. O resultado não espelha, no entanto, aquilo que se passou dentro das quatro linhas, apesar de os canários terem sido inteligentes na forma como abordaram o encontro e souberam sofrer até ao final.
Com esquemas semelhantes (4x2x3x1) notou-se desde cedo que o Belenenses iria tentar na Amoreira recuperar da derrota sofrida na semana anterior diante da Oliveirense. Não sendo demasiado evidente o domínio azul, a primeira parte decorreu com relativo equilibrio e com muito jogo a meio campo. As poucas oportunidades, essas, foram repartidas pelas duas equipas. Léo Kanu desperdiçou de cabeça uma excelente chance aos 15, na sequência de um canto, enquanto Licá falhou uma ótima ocasião para o Estoril aos 28 após cruzamento venenoso de Adilson. Foi nesta toada que o mesmo Licá assinou o momento do jogo, apontando um belo golo de remate cruzado após combinação perfeita com Fabrício dentro da área do Belenenses, cujos defesas não deixaram de revelar alguma passividade no lance.
Sentido único. A perder, a equipa de José Mota regressou para a segunda parte disposta a virar o resultado e, se na primeira parte, a superioridade azul já se tinha sentido, na segunda o jogo acabou por tornar-se de sentido único na direção da baliza estorilista. O Belenenses fazia tudo - nem sempre bem - para chegar ao golo, enquanto o Estoril concedia a iniciativa ao adversário, tentando sempre explorar o contra-ataque. Uma estratégia que quase lhe permitiu "matar" o jogo, novamente por intermédio de Licá por duas vezes, em jogadas em que os visitantes abriam espaços na sua retaguarda. Coelho opôs-se bem a essas iniciativas.
No banco, José Mota lançou Sidnei, Maranhão e Tomané, colocando a carne toda no assador, enquanto Marco Silva reforçou o meio campo e a defesa com as entradas de Erick, Bruno de Paula e Carlos Eduardo. Os últimos 15 minutos foram de massacre e aflição para o Estoril, que teve de sofrer a bom sofrer perante grande assédio, mas também a pouca eficácia dos azuis.
"Grande injustiça, pois fomos muito superiores. Temos de melhorar a finalização" José Mota
15:27



0 Comentário/s:
Enviar um comentário