domingo, 22 de janeiro de 2012

Transpiração e fortuna à falta de virtuosismo

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Ataque. Waldir foge a Filipe Ferreira e prepara-se para criar perigo

Depois do insípido e sôfrego jogo na primeira volta (0-0), Atlético e Belenenses proporcionaram ontem um dérbi digno desse epíteto, com a paixão, a entrega e a transpiração a serem notas dominantes. A inspiração, essa, nem vê-la. Dentro do relvado, os azuis venceram os alcantarenses por 2-0 e retomaram o trilho das vitórias, depois de um interregno de mais de um mês.

Em virtude do figurino tático das duas equipas (ambas em 4x3x3), da falta de assertividade entre os sectores e do pouco virtuosismo ofensivo, cedo se percebeu que o golo só apareceria através de uma bola parada ou de um erro individual. E assim foi, assente nessas premissas. Logo aos 6 minutos, o defesa Rafael Santos acertou no poste da baliza de Caleb, depois de um livre na esquerda cobrado por Miguel Rosa. Mas o Atlético respondeu bem ao ímpeto inicial do Belenenses, e aos 20, na sequência de um pontapé de canto de Leandro Pimenta, Aílton, que faturou nos últimos 2 jogos, esteve perto de repetir a façanha, mas o cabeceamento passou pouco por cima da baliza. Seis minutos volvidos, e novamente num livre de Pimenta, Vítor Bastos proporcionou uma grande defesa a Coelho, e desta vez João Meira, em posição privilegiada, falhou a recarga. O Atlético passava agora a jogar mais no meio-campo do Belenenses, que apostava nas transições ofensivas pela direita, através de Waldir.

Na segunda metade, José Mota fez entrar Abel Camará para o lugar do inadaptado Léo Kanu, que começou a reter a bola e a potenciar a entrada dos extremos. Miguel Rosa começava a emergir na partida e, aos 60, após centro do brasileiro Waldir, teve o golo na cabeça mas desperdiçou ao rematar por cima, sem confiança. Foi a pedra de toque para, 15 minutos depois, ficar ligado ao golo do Belenenses, marcado na própria baliza por Luís Dias, depois de intercetar um passe do mesmo Waldir. O árbitro auxiliar ainda levantou a bandeira para assinalar o fora-de-jogo existente de Rosa, que não intervém na jogada, mas Paulo Baptista deixou o lance prosseguir.

João de Deus fez entrar Tiago Caeiro para o ataque, mas foi a formação de José Mota a matar o jogo, por Abel Camará, aos 86, depois de um pontapé de canto de Rosa.

Um resultado demasiado pesado para um Atlético que, ainda com 0-0, foi mais acutilante ofensivamente e dispôs de algumas oportunidades flagrantes para marcar. O Belenenses respeira agora melhor.
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