quinta-feira, 15 de maio de 2014

Rugby: Sub13 em Dublin 2014 - Resumo dos Treinadores

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Gostaríamos de partilhar convosco um registo da experiência que vivemos na Irlanda, sem dúvida uma experiência rica que irá perdurar na memória de cada elemento da comitiva.

Foram muito poucos os treinos que tivemos para trabalhar especificamente esta digressão, todos estávamos com reticências e dúvidas relativamente à nossas capacidades. Adaptámos os treinos de forma torná-los fisicamente mais exigentes, demos uma importância redobrada aos pormenores técnicos e trabalhámos até à exaustão os aspectos tácticos (e acreditem, para miúdos de 12 e 13 anos não é nada fácil assimilar algumas noções de espaço!). De referir a importância e empenho dos jogadores não-convocados para a Irlanda no processo de preparação, um exemplo de trabalho em equipa, onde sentimos que se trabalhou para um objectivo comum! Esta vitória também é vossa.

O último treino antes da partida não foi exemplar, houve erros e nervosismo, mas houve um sentimento geral: queremos mais… Viu-se na cara de todos que se pudéssemos estaríamos a treinar toda a noite. Imediatamente a equipa técnica percebeu que era altura de terminar o treino e deixar a equipa com sede de jogar… Funcionou em pleno!

6ª feira de manhã foi o primeiro momento em que sentimos que o sonho já era passado e agora tínhamos a realidade pela frente! Todos de igual com o hoddie belém o sentimento de pertença foi reforçado, a missão estava a começar. Dentro do avião, como equipa jovem que se preze, os nossos miúdos não deixaram ninguém descansar. À chegada ao hotel cruzámo-nos com os nossos primeiros adversários, a troca de olhares foi imediata, mediram-se estaturas e motivações. Logo chegou a hora de conhecer os quartos. Após o jantar houve tempo para uma reunião de equipa, discutimos os objectivos colectivos e afinámos alguns pormenores para o dia seguinte. Dedicação, aprendizagem, respeito, diversão, representação da Cruz de Cristo, união, responsabilidade, orgulho, superação, pressão, comunicação positiva e o trabalho em equipa foram objectivos referidos pelos atletas.

De manhã houve tempo para um pequeno almoço colectivo, por entre salsichas, ovos, bacon e baked beans as energias começaram a chegar! Tínhamos pela frente irlandeses, galeses e ingleses. Já no estádio o aquecimento para o primeiro jogo, interrompido pelo fotografo do torneio, foi o primeiro contacto com um campo inteiro (100×70m), ocupar o espaço não foi fácil mas foi conseguido!

1º Jogo
  • Belenenses 22 vs Lurgan 0

Uma boa primeira parte em que cumprimos o modelo de jogo. Excelentes turn overs!

2º Jogo
  • Belenenses 0 vs Terenure Hurricanes 26

Jogo difícil em que a atitude ditou um resultado menos bom. Aprendemos sempre com os erros, não entrámos em pânico e soubemos usar este jogo como motivação para os seguintes.

3º Jogo
  • Belenenses 31 vs Winchester 5

Modelo de jogo cumprido à rica, soubemos fazer um jogo “à Belém”, dinâmico e rápido com muitas jogadas interessantes.

Regressados à zona do hotel, o jantar entre pizzas, massas e “fish and chips”, seguiu-se um treino de recuperação muscular e repetiu-se o meeting geral onde se limaram as últimas arestas em conjunto. Domingo todo o grupo acordou com um espírito positivo, cumpriram-se horários e regras.

Quartos
  • Belenenses 24 vs Monaghan 0

O segundo dia de torneio começava com os quartos de final. Um jogo difícil mas que com motivação conseguimos impor o nosso ritmo de jogo.

Meia Final
  • Belenenses 5 vs Canet St Marie 0

Esta foi uma final antecipada. Um jogo muito exigente em termos físicos em que as duas equipas estiveram exemplares na defesa, em 30 minutos de jogo nem 1 ponto foi marcado… só aos 34 minutos (para lá de todo o tempo regulamentar) é que conseguimos fixar os centros adversários e dobrar na ponta… ensaio que ditou a passagem à final.

Final
  • Belenenses 17 vs Terenure Hurricanes 14

A final foi jogada contra a única equipa que nos tinha vencido no primeiro dia… A sensação de que não tínhamos dado tudo nesse jogo era grande e por isso a vontade de mostrar que éramos melhores era motivação suficiente, não fosse este jogo o da final. Pela primeira vez cantámos “A Portuguesa” com emoção e união. Depois de uma primeira parte em que dominámos o jogo e “espalhámos magia”, a segunda parte foi sofrida e muito dura.

No final recebemos elogios de treinadores, organizadores e jogadores adversários pela nossa dinâmica de jogo. Na final tivemos várias equipas irlandesas e a equipa francesa a puxarem por nós!

Antes de terminar gostaríamos de agradecer a alguns amigos que ajudaram a pôr de pé esta digressão, que acreditaram no valor deste grupo e não desistiram em nenhum momento. São eles: o nosso enorme manager-chefe João Madureira, embora ausente fisicamente esteve sempre presente no apoio incondicional à equipa; os team managers João Saúde e João Ramos, o sempre ‘low profile’ Paulo Paiva dos Santos, pela noção exacta de desportivismo; e todos os que de uma forma ou de outra contribuíram com o seu incentivo. Obrigado.

Pedimos desculpa pelo testamento mas considerámos pertinente espelhar alguns detalhes desta experiência internacional, para alguns a primeira de muitas!

Como foi referido por diversas vezes antes, durante e depois do torneio: “o jogo mais importante é sempre o próximo”! Terminada esta digressão pedimos a todos que pensem nos desafios que se avizinham.

Somos o Belenenses, somos um! Venham os próximos desafios.

Obrigado e um abraço dos treinadores
Afonso, Gonçalo e
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