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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Estágio Fornos de Algodres

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Entrevista realizada por António Pacheco no dia 12 de Julho de 2014 ao técnico Lito Vidigal.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Futebol Feminino: Entrevista a Nuno Ferreira

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Boa Tarde Nuno,

Antes de mais deixe me mais uma vez dar lhe as boas vindas a este magnifico clube. Peço lhe que, antes de lhe colocarmos algumas questões, se apresente “informalmente” e resuma um pouco os dos seus gostos e passatempos para além do futebol.
Boa Tarde, antes demais gostaria de agradecer por esta entrevista. 

Sou uma pessoa simples, casado, com 4 filhotes. Adoro musica, ir a concertos, gosto muito de musica alternativa, Indie e coisas desse género (coisas pouco conhecidas), toda a cultura punk, gótica e underground fascina-me. Gosto de tocar guitarra e quando tenho tempo vou para os estúdios com os amigos tocar e gravar. Sou fanático por cinema, adoro filmes de terror série B e não só. Consigo identificar alguns filmes dos anos 80/90 que marcaram a minha vida, Breakfast Club, The Lost Boys, Stand by me, Almost Famous etc, a minha série preferida continua a ser Supernatural (Sobrenatural), embora o Walking Dead esteja a subir uns pontos. Nos Estados Unidos e Canada enquanto lá estive a treinar acompanhei uma série chamada Sleepy Hollow. Além disso adoro Stand Up Comedy! Gosto de praia e fazer Bodyboard, embora o tempo seja cada vez mais escasso.

Focando-nos um pouco mais no Futebol, qual o seu percurso neste meio? E no futebol feminino?
Comecei a minha carreira no Paroquial da Brandoa (5 épocas), depois mudei para o Estrela da Amadora (1 época), SL Benfica (5 épocas), CAC (1epoca). Enquanto estive no SLB assumi em simultâneo a equipa de Juniores do Tenente Valdez (época e meia). A nível internacional passei um tempo na Geórgia mas não me adaptei. Estive um ano nos Estados Unidos ao serviço da PFC/MK Sirocco, academia com a qual ainda colaboro, e no Canada estive ao serviço do FC Liverpool, através da Premiership Academy, tendo saído com contrato para ser seleccionador regional de Montreal e Coordenador técnico de um clube local (Ile Bizard). Ao nível de futebol feminino, fui Seleccionador Distrital de Lisboa em 2012, depois fui convidado para ir para os Estados Unidos no qual treinei equipas de competição femininas. Depois no Canada, também tive o prazer de trabalhar com equipas de competição femininas. Regressei em Janeiro deste ano a Lisboa e em Abril assumi o comando técnico do Belenenses. Estou orgulhoso de ser dos poucos treinadores portugueses, talvez o único, que teve oportunidade de treinar futebol feminino nos Estados Unidos (potência numero 1) e no Canada (outra grande potência).

Centrando a nossa atenção na sua chegada ao nosso magnifico clube, como teve conhecimento deste projecto, desta equipa?
Quando a equipa de futebol feminino do Belenenses nasceu, eu estava ao serviço do FC Liverpool no Canada, mas sempre fui acompanhando o que se passava em Portugal. Fui lendo através das redes sociais o nascimento deste projecto e percebi logo que algo de muito positivo estava a nascer. Achei brilhante o facto de o Belenenses ter apostado no futebol feminino.

Fazendo um pouco uma retrospectiva, qual a sua ideia deste projecto e desta equipa antes de começar a trabalhar com a equipa e agora que já está na liderança e em competição?
Antes de assumir oficialmente a equipa tive oportunidade de assistir aos últimos jogos e alguns treinos. Tendo em conta que esta equipa nasceu em três semanas, não se poderia esperar grandes coisas, ainda assim felicito o meu antecessor e plantel por terem terminado em 3º lugar. Naturalmente encontrámos um plantel desequilibrado com poucas soluções nalguns sectores, outro problema que identificamos foi a assiduidade aos treinos. Fizemos o diagnóstico e aplicamos o nosso plano. Em pouco tempo reforçamos a equipa com três jogadoras para três posições chaves. A assiduidade aos treinos subiu radicalmente e aliado a isto, a nossa metodologia de treino que privilegia bastante a intensidade começou a dar frutos. Estamos a disputar a Taça de Promoção, afastamos o Estoril e Quintajense com vitórias expressivas (3-0 e 5-1), estamos nos 4ºos finais da competição e queremos ganhar a Taça de Promoção, embora o nosso grande objectivo seja preparar a próxima época.

O que destaca nesta equipa?
O espirito competitivo destas atletas. Apesar de haver algumas lacunas técnicas, esta equipa tem um espirito guerreiro muito acima da média, fazendo me lembrar uma equipa que treinei nos Estados Unidos. Temos atletas que vem de outras modalidades e que se destacaram nelas (Triatlo, Rugby, Andebol, Desportos de Combate), muitas delas trazem um espirito competitivo que as torna insuperáveis. Além de tudo isto, são muito humildes e trabalhadoras, conhecem os seus limites e estão sempre dispostas a subirem de nível.

O que, como treinador principal desta equipa, ambiciona e idealiza para a próxima época?
Queremos subir de divisão com a equipa sénior e tentar ir o mais longe possível na Taça de Portugal. Estamos a criar a equipa de Sub-19 que irá disputar o campeonato distrital e queremos vencer também essa competição. Estamos a fazer esforços para que o Belenenses a curto/médio prazo seja uma referência no futebol feminino em Portugal. Vamos colaborar e manter sempre boas relações com a FPF e AFL. No Belenenses, trabalhamos e potenciamos as jogadoras para também elas estarem ao serviço das várias Selecções Nacionais e Distritais. Tenho a certeza que os nossos seleccionadores nacionais e distritais virão recrutar às nossas equipas jogadoras a curto/médio prazo.

Obviamente que iremos fazer ajustes no plantel, haverá entradas e saídas. Temos boas relações com alguns clubes vizinhos, que irão ficar com as jogadoras que não vão ficar no nosso plantel na próxima época. Em relação às entradas, algumas jogadoras já foram apresentadas, outras irão muito em breve ser apresentadas, sabemos quais as jogadoras que interessam ao nosso projecto. O carácter e integridade para nós é o mais importante, e todas as atletas que irão juntar-se ao nosso balneário preenchem os requisitos mencionados, sabemos que podemos contar com elas. Às jogadoras apenas prometemos qualidade de trabalho e muita transpiração. Aqui não fazemos falsas promessas nem enganamos ninguém, atleta alguma entrará com titularidade anunciada, todas partem de igual, tanto as novas como as que vão ficar, confiamos em todas. Em agosto partem todas do zero.

Certamente outros clubes terão os mesmos objectivos que nós, assim sendo, vai ser um campeonato muito interessante, ganha o futebol. Da nossa parte podem contar connosco, não temos medo de assumir publicamente os nossos objectivos. Se eventualmente falharmos os nossos objectivos é porque as outras equipas foram melhores. Não nos irão ouvir lamentar com as arbitragens para justificar o nosso insucesso ou a cantar o fado porque não querem o Belenenses na 1ª divisão ou algo do género.

Sabemos que não trabalhará sozinho. Quem serão os seus braços direitos para alcançar esses objectivos?
Antes de mais estou super contente com actual estrutura técnico (Hugo, Claudia e Ricardo). Além da estrutura técnica, tanto o departamento clinico como coordenação e direcção tem estado ao nível da equipa. Equipa que ganha não se mexe. Com a criação da equipa de juniores, poderá haver uma ou outra alteração/entrada na estrutura técnica, mas em breve, será anunciado pelo clube a solução que nós encontrámos e que certamente vai ser a melhor para o nosso projecto. Tem sido uma simbiose perfeita de união e fidelidade porque estamos todos unidos ao projecto.

Nuno, desde já agradecemos a sua disponibilidade e sugiro que deixe uma mensagem a todas as jovens que pensem em jogar ou que joguem futebol, e vejam no Belenenses uma hipótese de carreira futebolística?
Eu recomendo o Belenenses porque tem uma equipa técnica qualificada e experiente, com muita boa dinâmica e que sabe potenciar e evoluir as jogadoras. Recomendo o Belenenses porque tem uma estrutura logística que zela pelo bem estar e pela integração das atletas. Recomendo o Belenenses porque é um grande clube, com um historial enorme, um clube que dá projecção a qualquer atleta e que neste momento será sempre um clube apetecível para jogadoras e treinadores.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Futebol Feminino: Entrevista a Susana Alves

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Tens uma carreira sólida no 1º Dezembro, quais os teus grandes momentos vividos no teu ainda actual clube?
Guardo muitos momentos ótimos no 1º Dezembro, mas há um que nunca me vou esquecer, foi ter participado na minha primeira Liga dos Campeões que foi em Portugal e no meu primeiro segundo do jogo faço golo. Amei ter participado na 1ª edição do torneio Lisboa Cup, foi um torneio, que no meu ver, foi mal organizado em termos de jogos, porque tínhamos 2 jogos num dia só (um de manhã e outro à tarde), e o descanso era pouco e estava imenso calor, isto durou 1 semana. Ou seja, criou-se uma união e um espirito de equipa tremenda, e foi isso que nos levou à final do torneio, que foi disputada no Estádio do Jamor contra o Atlético de Madrid. Fomos a melhor equipa portuguesa desse torneio e ganhámos uma viagem à suécia para participar no maior torneio de futebol juvenil do mundo. E ter ganho vários títulos Nacionais e Taças de Portugal, obviamente que são especiais estes momentos.

Como te descreves como jogadora? Qual a tua posição e as tuas características?
Considero-me uma jogadora polivalente, jogo em qualquer posição. Sou exigente comigo própria, se erro, fico logo furiosa comigo mesma. Sou uma jogadora que gosta de ajudar a equipa ao máximo. A minha posição… sinceramente, cada posição em campo, dá-me um “gozo” especial. Mas gosto de jogar a defesa central e a ponta de lança. É o que eu digo sempre, eu amo jogar futebol, por isso, o que o treinador achar onde devo jogar, dou sempre o meu melhor.

Tiveste recentemente uma lesão, explica-nos como te sentes agora e como ultrapassaste essa fase da tua carreira?
Sim, fui operada ao joelho esquerdo, mais propriamente, ao menisco interno. Foi complicado decidir se queria ser já operada ou se aguentava, pois tinha um objetivo, a nível profissional, que exigia provas físicas. O médico disse que a recuperação não era longa, e operou-me rapidamente. Segui à risca tudo o que o médico e a fisioterapeuta disseram. Mas foi complicado, pois criei uma outra lesão no joelho, uma tendinite rotuliano, e atrasou o processo de recuperação. Houve uma altura, em que já estava cansada das sessões de fisio e queria era voltar a jogar à bola e puder ajudar a minha equipa que atravessava uma má fase, e havia algumas jogadoras lesionadas. Neste momento já acabei a fisioterapia, mas contínuo em fase de recuperação. Em breve estarei a 100%.

O que te levou a escolher o C. F. " Os Belenenses " para a próxima época?
Sinceramente, pela ligação que criei logo no primeiro dia que conheci o treinador, Nuno Ferreira. Pelo esforço que ele está a fazer para ter uma grande equipa, para ser campeão, já para a próxima época. E também por ser um clube conhecido, não pelo futebol feminino, mas sim pelo masculino.

Que Belenenses podemos esperar na próxima época?
Não posso falar muito, pois não conheço muito bem a equipa, conheço algumas jogadoras. Mas de certeza que vão apanhar um belenenses forte e lutador na próxima época, e que vai tentar que seus objectivos sejam atingidos. Vai ser uma equipa jovem, pelo que sei, mas com algumas jogadoras muito boas e experientes.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Basquetebol: Ambicionamos ser diferentes

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O CF “Os Belenenses” iniciou esta época com uma grande remodelação do seu quadro técnico. Hermilo Nunes está a coordenar todo o basquetebol do clube, Nuno Tavares a treinar os seniores e San Payo Araújo voltou ao terreno, como Coordenador do Minibásquete para testar e aplicar os conceitos e orientações defendidos pelo CNMB. Para sabermos mais acerca destas transformações no clube do Restelo, fomos falar com o homem forte da secção e mentor do projeto, o dirigente João Machado.

João, obrigado por ter aceite responder às nossas perguntas. Pode-nos informar como é composta a atual equipa técnica e administrativa do Belenenses?
O projeto do basquetebol do Belenenses é um projeto para crescer com passos seguros. Nesta perspectiva, dois factores, entre outros, são decisivos: bons técnicos e boas condições de trabalho. Nestes dois aspetos creio que melhorámos significativamente. A conjugação destes dois elementos, está a atrair mais praticantes ao clube. No espaço de três a quatro épocas acredito que seremos um clube referência dentro da AB de Lisboa. Ainda é cedo para se fazer um balanço desta época, mas quer em termos de crescimento, quer em termos de resultados penso que estamos globalmente no bom caminho. A composição da nossa equipa técnica de administrativa é a seguinte:

Vice-presidente/Direção: António Estrelado
Diretor: João Machado
Coordenadora Administrativa: Patrícia Fernandes
Coordenador Técnico: Milo Nunes

Seniores: Nuno Tavares (TP), Guilherme Aleixe (TAdj) e Luís Cristóvão (T Estatística)
Sub-18: Milo Nunes (TP), Bernardo Esteves (TAdj)
Sub-16: Mário Delgado (TP) e Inês Marques Silvério (TAdj da equipa “A” e Treinadora da equipa “B”)
Sub-14: Bruno Soares (TP) e Marco Diaz (TAdj)

Minibasquetebol
Coordenador: San Payo Araujo
Treinadores: Paulo Renato, Inês Marques Silvério e Rita Oliveira

Como conseguiu motivar o San Payo Araújo a voltar ao terreno e a assumir o papel de coordenador do minibasquete do FC “Os Belenenses”?
Na vida há momentos em que tudo se conjuga para que as coisas aconteçam, mas acontecem quando se vai à procura delas. Penso que foi o que aconteceu. A existência de um projeto no qual o San Payo acreditou e o facto de maior disponibilidade na sua vida profissional, possibilitaram que o San Payo Araújo assumisse o papel de Coordenador do Minibásquete.

A equipa sénior tem este ano um novo treinador. Quais são os objetivos exigidos ao Nuno Tavares?
Costumo dizer que nós não queremos ser melhores nem piores do que os outros, mas queremos ser diferentes. O objetivo principal exigido ao Nuno Tavares foi: que construa uma equipa jovem e coesa com potencial de crescimento, quer da equipa quer dos jogadores, tendo sempre como prioridade no recrutamento os jogadores da formação do clube. Como consequência desse trabalho, sabemos que não é fácil, mas claro que ambicionamos a subida de divisão. Um jogo de cada vez é o lema.

O Belenenses tem um eterno problema com os espaços de treino. Quais são as condições de trabalho que os treinadores do clube têm à sua disposição durante a época 2013/14?
As condições não são as ideais, mas melhoraram significativamente, nomeadamente através do protocolo firmado com um vizinho de longa data, a Casa Pia. O que continua a ser mais preocupante, mas de difícil resolução é a dificuldade que as nossas equipas de formação têm para treinar na sua casa, o Pavilhão Acácio Rosa.

O Belenenses foi o primeiro campeão feminino em Portugal. Para quando uma nova aposta no desenvolvimento do sector feminino no clube?
O surgimento do sector feminino no clube é um dos nossos objetivos a longo prazo. Este também foi um dos motivos pelo qual pensámos em reforçar o minibásquete com a vinda do San Payo. Contudo, a secção feminina tem de ser um projeto sustentado, que surgirá à medida que o nosso minibásquete se for desenvolvendo. Queremos lá chegar crescendo de baixo para cima com os pés bem assentes na terra. A mais longa caminhada começa sempre com um primeiro passo.

Qual é o segredo para a sobrevivência e crescimento de um projeto como este em tempos de crise financeira?
Neste projeto não há segredos. Há muito trabalho, muito empenho e fator decisivo, o envolvimento das pessoas, jogadores, treinadores, delegados de campo e familiares. No fundo se calhar há um segredo tão simples como este: nunca prometer o que não se tem a certeza que se possa cumprir.

Quais são os objetivos e prioridades do clube a curto e a médio prazo?
Os objetivos são os decorrentes das respostas que fui dando ao longo da entrevista. Não queremos ser melhores, mas ambicionamos ser diferentes.

Na sua opinião o que pode transformar o Belenenses num clube de referência no panorama do basquetebol nacional?
A curto e médio prazo queremos ser um clube de referência na região de Lisboa, e se a formação dos praticantes for cada vez mais integral, completa e melhor, certamente os resultados surgirão e passaremos a ser um clube de referência.

Quanto tempo pode levar para que isso aconteça?
Paralelamente, aos resultados dos seniores, se conseguirmos um grande crescimento e desenvolvimento no minibásquete, os reflexos desses movimentos vão dar os seus frutos nos outros escalões de formação. Este trabalho para ser consistente leva sempre algum tempo, mas desde que estejamos a seguir o caminho seguro e certo, não temos pressa, somos pacientes. Todos juntos somos mais fortes. Planeta Basket (03/03/2014)

Pode acompanhar os belenenses basquetebol em:

sábado, 28 de dezembro de 2013

Roland Linz: «Darei tudo pelo Belenenses»

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O avançado austríaco já chegou a Portugal e na bagagem trouxe muita ambição para a nova aventura que vai viver, ao serviço de um Belenenses que tem marcado poucos golos esta época.

«Não prometo muitos golos, não sou um matador, mas farei tudo para conseguir o maior número possível. Além disso, darei tudo pela minha equipa», disse ao Record.

O atleta assinou um contrato de seis meses com o Belenenses depois de falar com o presidente Rui Pedro Soares, alguém que, percebeu logo, «sabe muito de futebol».

«Voltar à liga principal é muito importante para mim e espero sinceramente poder ajudar. Acredito que vai ser possível, porque o Belenenses é uma equipa com bastante qualidade, apesar de ter muita juventude no plantel», considerou.

Com passado de relevo em Portugal, ao serviço de SC Braga e Boavista, o dianteiro avisou também que as suas características não são exatamente aquelas que apresentou outrora.

«É verdade que os anos pesam e admito que é difícil voltar a ser o mesmo Linz que vocês conheciam. Mas ganhei outras coisas. Tenho mais experiência e este aspecto pode vir a ser útil à equipa», referiu a O Jogo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Estreia de Sturgeon na Seleção Sub-20

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O nosso jogador, Fábio Sturgeon, na estreia com a camisola da seleção nacional deu uma entrevista ao site da da Federação Portuguesa de Futebol.

O jovem jogador, formado no nosso clube, destacou que nunca pensou "ser campeão ainda com idade de júnior. Foi uma transição muito grande mas é positivo. Também não pensava jogar tanto esta época mas tenho trabalhado bastante para o conseguir".

Sobre a primeira convocatória para um estágio das seleções nacionais indicou que "é um orgulho para todos os jogadores serem chamados à nossa Seleção. Acho também que é o reconhecimento do meu trabalho. O objetivo agora é estrear-me a continuar a ser chamado".

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Hóquei Feminino: Passagem de testemunho

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Após cinco anos de glórias, conquistas e a organização de um Campeonato Europeu, Alberto Mateus, passou o “testemunho” de treinador principal da equipa sénior feminina de hóquei à sua colega Karen Ladbrook.

Passados os tempos de conciliação da equipa e conquistas além-fronteiras com três presenças em Competições Europeias, o Hóquei entra numa fase de crescimento e aposta na formação.

Karen Ladbrook será o rosto desse crescimento e formação dos mais novos. De nacionalidade britânica, está no nosso país há cerca de 12 anos, sendo profissional na área de organização desportiva. Conhecedora da modalidade desde muito nova, com participação em Selecções Nacionais do seu país, encara este novo desafio com determinação e espontaneidade pela sua postura de guerreira e vencedora.

Em entrevista exclusiva ao nosso site, a nossa nova treinadora, indicou que "a equipa feminina está em transição" salientando que "o grande objectivo desta época passa pela formação de novas atletas, com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, afim de darmos continuidade ao trabalho iniciado pelo Alberto Mateus com a conquista de três Campeonatos Nacionais seguidos." Karen indica que "vai ser um trabalho longo que não dará os seus frutos num curto espaço de tempo, mas estamos crentes nessa conquista."

A treinadora britânica já identificou as maiores dificuldades para concretizar os objectivos propostos, referindo que "para além da financeira, que está presente em todas as actividades desportivas amadoras, são os locais de treino. Para a prática do Hóquei em Campo é necessário sintéticos que estão completamente ocupados pelo futebol. Por outro lado, para a prática do Hóquei de Sala existe a dificuldade em alugar pavilhão, uma vez que, a competição decorre apenas nos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Contudo, ultrapassado esse cenário, temos as condições criadas para formar Campeões!"

Sobre a actual situação do Hóquei em Lisboa, Karen Ladbrook, indicou que "sendo uma modalidade amadora e consequentemente com pouca expressão nas escolas públicas, sofre pelo seu desconhecimento, falta de atletas e apoios financeiros." Mas o Belenenses, este ano, conseguiu inverter este desconhecimento pois "organizámos um Campeonato Europeu no nosso Pavilhão Acácio Rosa, que nos trouxe conhecimento, divulgação e imagem, e novas atletas. Foi um trabalho realizado com cabeça, tronco e membros. Apesar da pouca expressão nacional, o Hóquei em Campo é uma modalidade olímpica, é conhecida por portugueses, ingleses, espanhóis, alemães, entre outros, e será nesses Colégios e junto do melhor sintético de Hóquei em Lisboa – no Complexo Desportivo do Jamor – que teremos de criar as condições para a prática da modalidade." Para além disso Karen indicou que o "Belenenses, pela sua história, com a colaboração da Federação Portuguesa de Hóquei, pelo seu dinamismo e conhecimento, podem e devem unir esforços no sentido desse crescimento."

Para finalizar, a nossa nova treinadora principal da equipa sénior feminina de hóquei, aproveitou o momento, para "endereçar um convite aos mais novos para virem experimentar" o Hóquei no Belenenses.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Juniores: José Sousa em entrevista

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De todos os clubes por onde passei, este é o único pelo qual me fiz sócio. Fomos conhecer José Sousa, líder da equipa técnica dos juniores do Belenenses, de 36 anos, Nível II de Treinador.

Com esta entrevista, gravada no passado dia 6 de Novembro, tivemos como objectivo dar a conhecer a pessoa e o treinador. Como jogador, a sua carreira é bem conhecida do grande público em geral e do belenense em particular, considerando as suas cinco épocas de casa (entre 2002 e 2007). Hoje treina os juniores, tem um papel de formador, mas já foi formando, primeiro na Sanjoanense, nos derradeiros três anos no Benfica.

Como compara a formação na actualidade com a que se praticava na sua juventude?
Na Sanjoanense as coisas eram um bocadinho mais à vontade. Apanhei aí treinadores muito competentes, mas com uma metodologia de treino completamente diferente da actual. Não direi que estariam certos, nem errados, porque o facto é que dessa escola saíram muitos e bons jogadores. Já no Benfica, cruzei-me com uma pessoa extraordinária, com a qual contactei ainda há bem pouco tempo. Refiro-me ao Professor Arnaldo Cunha, sem esquecer também o Professor João Santos.

O Professor Arnaldo Cunha era o treinador principal, pessoa extremamente competente e fantástica, um ser humano fabuloso que me ajudou de uma maneira que me marcou imenso. Foi o meu primeiro treinador de futebol profissional, por assim dizer. Cheguei em juvenil mas, do modo como treinávamos, todos os dias e, na pré-época, de manhã e à tarde, éramos quase uns pré-profissionais. Graças a ele, pude permanecer no Benfica e consegui terminar a época muito bem. Já nessa altura trabalhava a um nível altíssimo. Remontando a 1994, via-o trabalhar em termos de metodologia, por sectores, mesmo no capítulo do trabalho de força e resistência, tudo o que se fala hoje já ele o fazia com qualidade e de forma muito semelhante. Daí se explica os títulos do Professor Arnaldo Cunha, com um curriculum fantástico, Campeão Nacional de Juvenis imensas vezes seguidas.

E que comparação faz entre o Belenenses de hoje e o de há dez anos atrás, então como jogador?
Cheguei ao Belenenses na época 2002/2003, por empréstimo do FC Porto, e vim encontrar um clube saudável, com ordenados agradáveis e sempre em dia. Recebíamos pontualmente por volta do dia 1. O Clube aspirava às posições cimeiras, entre o quarto e o sexto lugar, o que era fácil de alcançar porque tinha jogadores de muita qualidade e capacidade para os contratar.

A história dos últimos anos é conhecida. O Belenenses actual está longe do que cá encontrei. Mesmo assim, está a recuperar e encontra-se numa situação bem mais agradável do que a de há dois ou três anos atrás. O regresso à Primeira Liga veio ajudar imenso a dar a volta por cima, em termos financeiros. O Mitchell van der Gaag está a desenvolver um trabalho muito interessante no futebol profissional, a que o mister Marco Paulo veio dar continuidade. Por este caminho, o Clube poderá aspirar a reerguer-se ao nível a que chegou num passado recente, pensando nomeadamente em termos de marcar presença em finais da Taça de Portugal, ou chegar a um quarto ou quinto lugar no Campeonato. Nós conseguimo-lo em 2007, um quinto lugar, com o Jorge Jesus.

No total, foram 14 anos como jogador sénior dos quais, para além do Belenenses, sublinhamos as duas épocas no Benfica (entre 1997 e 1999), onze internacionalizações pela Selecção "Sub-21" e ainda uma incursão pelo campeonato cipriota, em representação do Olympiakos Nicosia (2007/2008). Consegue destacar uma época que lhe seja mais especial?
Foram bastantes épocas boas e agradáveis, de modo que não consigo destacar uma em especial. Poderia falar do Benfica, onde fiz dois anos como sénior, mas teria de falar em todos os outros. No FC Porto estive um ano, nunca cheguei a jogar oficialmente, mas é um clube onde as pessoas têm um trato com os seus atletas que é inigualável. Fiz também um ano em Braga que me correu especialmente bem, tanto em termos desportivos como pessoais. Adorei lá estar. No Belenenses fui muito feliz. Este foi o clube onde mais épocas estive. Sentia-me bem e resolvi estabilizar aqui. De todos os clubes por onde passei, este é o único pelo qual me fiz sócio.

O Sousa é também muito recordado, no Benfica de Souness, pelo jogo de Alvalade da época 1997/1998, em que venceram por 4-1 e lhe coube a si marcar o segundo golo. Terá sido esse o seu momento mais marcante, ou guarda memória de outros?
Esse foi o jogo que mais me marcou, sem dúvida. Tinha 20 anos, estava praticamente a começar a minha vida profissional enquanto jogador a sério, no meu primeiro ano de Benfica, em que as coisas me correram muito bem. O golo foi o coroar de uma época ascendente. Depois desse ainda marquei mais alguns ao longo da carreira, não muitos, e nunca com a importância daquele.

Sempre foi lateral-direito, ou chegou a desempenhar outras funções no relvado?
Desempenhei outras funções também. Aliás, ao longo da minha vida joguei sempre como avançado, centro, direito ou esquerdo. Nunca fui defesa-direito. Na Sanjoanense era avançado e, como tal, estive em Lisboa num Torneio Inter-Associações, de Sub-13, onde fui o melhor marcador. Aliás, sobre isso tenho uma história gira. Um dia estava eu na Selecção Sub-21 com o Professor Jesualdo Ferreira e ele perguntou-me "lembras-te daquele prémio que recebeste, como melhor marcador"? É claro que me lembrava e ele "sabes quem to entregou"? Confessei-lhe que não, "desculpe Professor, mas na altura vinha lá de cima, não faço ideia". "Pois fui eu", retorquiu. Foram sete golos, se não me engano, em representação da Associação de Futebol de Aveiro, que terminou em quinto lugar.

Fui internacional Sub-15, então pela Sanjoanense, como ponta-de-lança e, mais tarde, voltei à Selecção não nessa posição, mas como defesa-direito. Na formação do Benfica fiz épocas fabulosas como extremo, direito ou esquerdo, e só no último ano de júnior, com o mister José Augusto, passei para defesa-direito. Em boa hora o fiz, porque foi nessa posição que consegui fazer carreira no Benfica.

No Alverca, com o Professor Arnaldo Cunha, aí jogava no meio-campo e fiz uma época óptima no meu primeiro ano de sénior. Na seguinte também comecei no meio-campo, pelo Alverca, até à segunda jornada. Frente ao Paços de Ferreira fiz um jogo fabuloso, com um golo e uma assistência. O mister Manuel José viu e recrutou-me para o Benfica. Na altura o Alverca era satélite, de modo que podiam transitar jogadores de um lado para o outro.

Fui chamado ao Benfica para um amigável, numa Quarta-Feira, frente à Arábia Saudita, um jogo do qual nunca me hei-de esquecer. Estávamos a perder por 1-0 e de uma jogada minha, com cruzamento, marcou de cabeça Martin Pringle. Depois houve uma situação das mais caricatas que tive na minha carreira. Eu no Alverca batia as bolas paradas. Ora houve um livre à entrada da área, estava o João Pinto a pegar na bola e eu, com os meus 19 aninhos, fui e perguntei "posso bater"? O João riu-se na minha cara, mas respondeu "toma lá a bola miúdo, marca golo". E foi o que eu fiz. Marquei o 2-1. No dia seguinte os jornais era publicitado como "lateral das arábias", "já temos lateral-direito" e "sucessor de Veloso". Foi um momento giro. A partir daí estabeleci-me no Benfica como defesa-direito.

Como encarou essa publicidade, a de ser o novo Veloso?
Foi muito giro. Eu tinha uma cumplicidade muito grande com toda a família Veloso. Passava fins-de-semana em casa do António, porque os meus pais eram conhecidos. No início da carreira tive momentos difíceis quando cheguei ao Benfica, e tanto o Veloso como a sua mulher Teresa ajudaram-me imenso. Juntamente com o Professor Arnaldo Cunha, convenceram-me a não desistir do futebol porque eles tudo fariam para que eu conseguisse vingar. Marcaram-me imenso. Para mais, o Veloso foi "capitão" do Benfica durante muitos anos e uma figura carismática do seu futebol, pelo que a comparação deixou-me orgulhoso.

Dentro das pessoas pelas quais se cruzou no futebol, tem mais alguém que gostasse de recordar em especial, para além do Professor Arnaldo Cunha?
Sim, só que teria de falar em muita gente. De uma forma ou de outra, todos os treinadores contribuíram para que eu tivesse sido melhor jogador e hoje, treinador. Há dias falei sobre isso com o Professor Arnaldo Cunha. Agradeci-lhe imenso. Ele ficou sensibilizado com as minhas palavras, mas não me canso de o repetir. Aprendi muito com ele, como Homem, treinador e jogador. Deu-me uma lição de vida e persistência, uma base de ensinamentos sempre actualizada. Como jogador, percebi que teria de lutar muito. Hoje sou treinador e sinto-me influenciado por ele na parte em que importa ser humano e estar lá, quando dele precisarem. Se um atleta for ajudado da forma como eu fui, duvido que algum dia na vida se esqueça disso.

Como foi a entrada e percurso no mundo dos treinadores, pela formação do Vila Verde?
Juntei-me ao Marco Paulo, sendo ele o responsável. Tentei ajudá-lo ao máximo. Estive ligado a vários escalões, foram três anos óptimos e muito intensos. Lidei com miúdos, desde os 6 aos 14 anos, o que me deu uma capacidade para compreender o que vai por aquelas cabecinhas, ao lidar com vários tipos de personalidades e feitios.

 E como se proporcionou a sua entrada no Clube?
Isso foi este ano, também com o Marco Paulo. Ele entendeu que deveria fazer parte da sua equipa técnica. Acho que foi um reconhecimento das minhas qualidades e caracteristicas, quer como Homem, quer como treinador. Endereçou-me o convite e eu respondi-lhe que sim. Hoje o Marco está noutro projecto, com os séniores, e eu fiquei como treinador principal dos juniores. O futebol tem destas reviravoltas e há que tentar agarrar as oportunidades que nos são dadas. Deus queira que tenhamos os dois muito sucesso.

Em termos de futuro, até onde ambiciona chegar?
Acima de tudo, ambiciono aprender imenso. É isso que nos enriquece enquanto treinadores. Ambiciono aprender em todos os treinos, que são um desafio. Ambiciono também aprender com todos, desde o roupeiro até aos jogadores, sem esquecer os meus adjuntos, pessoas muito competentes e fantásticas, e ainda com os demais treinadores da casa, pela partilha de experiências. Um treinador tem de ter a humildade para perceber que há sempre coisas novas a aprender e situações a que é preciso estar atento.

Ser treinador é um caminho que uns têm mais facilitado do que outros. Só tenho de lutar para tentar melhorar a cada dia que passa e, se o conseguir, a qualidade do meu trabalho há-de aparecer, juntamente com as oportunidades. É o normal.

No imediato, temos o Nacional de Juniores, duas jornadas após o meio da Primeira Fase, com muito campeonato pela frente. Está tudo dentro das expectativas? O que se poderá esperar ainda do Belenenses?
Por enquanto, as coisas estão dentro do planeado. Estamos cientes das dificuldades. Agora, tanto eu, como o Pedro Figueiredo, o Paulo Duarte e os dois estagiários que estão connosco, isto é, toda a equipa técnica, aqui ninguém pensa noutra coisa que não seja passar à Segunda Fase para disputar o apuramento do Campeão Nacional. Traçámos o caminho, com o qual todos nos comprometemos e que é um só, o de ganhar jogos. Já transmitimos a mensagem aos jogadores, em quem acreditamos porque são uns miúdos com um carácter fabuloso, todos eles. Cabe-nos, enquanto treinadores, saber motivá-los e orientá-los pelo caminho certo, utilizando da melhor maneira as qualidades que têm.

Fora disto, desenvolve alguma outra actividade profissional?
Não. Estou aqui a 100%, empenhado com os juniores.

Nem mesmo no ensino, por exemplo?
Não, até porque também não sou licenciado. O futebol é a minha única actividade profissional e espero poder continuar assim, que é sinal de que as coisas estão a evoluir.

E hobbies, que não envolvam futebol, tem algum que gostasse de partilhar?
Sempre que a minha vida o permite, para além da componente familiar, uma vez que não prescindo de estar com os meus filhos e partilhar momentos fantásticos com eles, adoro ir à pesca ou jogar golfe. Gosto imenso de jogar golfe, algo que não faço há já bastante tempo. Por sinal, até tinha um convite para jogar no fim-de-semana, mas não vai dar.

Com o treinador Marco Paulo? Consta-se que ele também tinha esse hobby, o do golfe.
Exactamente. A nossa amizade já vem de há muitos anos, de quando éramos jogadores de futebol. Foram três anos na mesma equipa. Iniciámo-nos também no golfe ao mesmo tempo e há muitos anos que o praticamos juntos. Tem sido o meu companheiro, por assim dizer, em muita coisa.

Como se descreveria a si próprio, como pessoa?
Acima de tudo, e essa é a minha maior virtude, sou um ser humano extremamente exigente. Sempre o fui para comigo mesmo, em tudo o que fiz na vida. Por isso não vejo as coisas de maneira diferente quando lido com os outros. Sou super-exigente para com os juniores do Belenenses. Não há outro caminho para o sucesso. Exijo o máximo, para que eles me possam confrontar também com as suas exigências , sou uma pessoa extremamente humana e até tolerante, para certo tipo de situações.

Tem uma última mensagem que gostasse de acrescentar, à guisa de conclusão?
Gostaria de deixar uma mensagem aos meus jogadores, de agradecimento por tudo o que têm feito até agora, mas não chega. Teremos todos de trabalhar no duro, muito mais, para conseguir o objectivo de chegar à Segunda Fase, de apuramento do Campeão. O Cristiano Ronaldo, para ser o melhor jogador do mundo, trabalha diariamente muito. Só assim é que se conseguem as coisas, no futebol, como em tudo na vida.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Futsal: Entrevista a Gui

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Guilherme Santos, mais conhecido como Gui, é um dos capitães da equipa de juniores do Belenenses desta época. Com 17 anos, Gui, que joga preferencialmente como ala é o primeiro jovem a iniciar uma série de entrevistas que irão ter lugar ao longo da temporada, procurando assim um maior conhecimento dos nossos jovens por parte dos associados do Belenenses.

Qual é o segredo para os jogadores chegarem a juniores e gostarem tanto de estar no Belenenses?
Eu após 4 anos com a Cruz de Cristo ao peito acho que já não existe segredo nenhum, toda a gente sabe o porquê de nos sentirmos bem aqui. “É da água” alguém disse, eu concordo mas o resto vem de cada grupo que se forma todos os anos, ganhamos um carinho e uma amizade por todos os nossos colegas que não é possível noutro lugar. Se me perguntarem o porquê disso acontecer eu não sei muito bem responder mas que de facto acontece todos os anos acontece. Sinto todos os anos que tanto os mais velhos da casa como os que acabam de chegar ficam com este espirito de união e de família logo na primeira semana, é estranho mas é isto que acontece e é por isto que nos sentimos tão bem aqui e sinceramente sinto-me assim desde os juvenis, o espirito é sempre o mesmo em todos os escalões e isso faz com que todos nos demos bem e sejamos uma família.

Sentes que tens adversários que gostariam de estar no Belenenses?
A resposta a esta pergunta é imediata: Sim, muitos mesmo! Acho que nestes últimos anos pegámos o bichinho de vestir a nossa camisola a muita gente, muita gente mesmo! A prova disto é que todos os clubes nos querem ganhar, todos querem ganhar ao Belenenses, todos os jogadores se querem mostrar contra nós.

Aspiras chegar á equipa principal no próximo ano?
Sinceramente ainda não pensei muito nisto, claro que amava continuar aqui para o ano mas primeiro que isso tenho de me mostrar pelos juniores e tenho de ganhar o titulo que me anda fugir há 2 anos. Pode ser muito cliché mas quero sair pela porta grande, primeiro quero ser campeão nacional depois sim poderei pensar na minha carreira enquanto sénior. (Obviamente que aspiro chegar lá mas sinto que ainda tenho de percorrer um longo caminho até pensar nisso).

O que esperas de ti e da equipa para esta época?
No seguimento da pergunta anterior quero acima de tudo mostrar-me e ajudar a equipa para atingirmos o nosso objetivo, que passa por sermos campeões. Claro que com este tipo de objetivo tenho de evoluir e muito. Mais importante ainda é evoluir com os meus colegas porque nenhum de nós ganha nada sozinho, se eu estiver a dar 200% e os outros não estiverem assim (ou ao contrário) não ganhamos nada, temos de evoluir todos e com a qualidade que temos acho que isso irá acontecer naturalmente. No fundo espero sair da formação com um nível de jogo muito mais elevado e que o mesmo suceda com os meus colegas de equipa.

Achas que esta equipa pode chegar ao patamar da época passada?
Este tipo de comparações é bastante difícil de fazer, isto porque é tudo muito diferente: o campeonato, os adversários, os treinadores adversários, os nossos treinadores (a equipa técnica não é muito diferente mas na minha opinião há sempre diferenças) o grupo, etc... Com isto pretendo chegar à conclusão que as duas equipas não são incomparáveis mas que não faria muito sentido compará-las, senti um grande privilégio por pertencer ao plantel do ano passado, estava recheado de talento e talvez tivesse sido o melhor plantel e o melhor grupo desde sempre numa equipa júnior não só no Belenenses mas certamente no pais inteiro. Foi um grupo que me ensinou muito mesmo e que hoje em dia olho para alguns dos meus colegas com orgulho por ter jogado ao seu lado, sem dúvida que muitos deles serão muito bem sucedidos no futsal mesmo os que não transitaram para a equipa sénior. Em comparação com o grupo deste ano sinto o mesmo privilégio e o mesmo prazer que o ano passado. Em termos de qualidade... mais lá para a frente falamos melhor !!! Espero deixar este grupo como os mais velhos deixaram o ano passado, deixando os mais novos com prazer de terem jogado ao meu lado.

Queres deixar o teu nome gravado no clube? Seria importante com um título?
Isto até pode parecer uma afirmação um pouco duvidosa mas sinto que já deixei! Pode ser a maldição dos VICE mas a verdade é que enquanto juvenil a minha equipa foi a primeira a ir a uma Final Four da Taça Nacional e ficámos em segundo. Sendo que no ano seguinte (ano passado) sucedeu o mesmo no escalão júnior, mais uma vez os primeiros a ir a uma Final Four da Taça Nacional. Se sinto que isto deixou o meu nome gravado no clube? Sim sinto, irei sempre sentir um orgulho enorme nestes dois anos e nestas duas equipas a que pertenci ! Se quero escrever novamente o meu nome mas como campeão? Isto já é outra pergunta. Claro que quero, ser campeão é e será sempre um objetivo meu e do Clube.

Qual o teu melhor momento aqui no Belenenses?
Já tive uns muito bons e outros menos bons mas tenho de destacar dois: em primeiro lugar está a passagem à Taça Nacional (Juvenis) num jogo contra o Sassoeiros, na última jornada, quem ganhasse passava à Fase Nacional... Só de salientar que o pavilhão estava cheio! Não será preciso dizer muito mais, este jogo e o pós jogo (Festa) foi um dos melhores momentos da minha vida e certamente um dos melhores momentos enquanto jogador de fustal. O outro momento é sem duvida a viagem do Fundão para lisboa no ano passado, foi a melhor viagem que alguma vez tive com uma equipa. Foi um momento que nunca irei esquecer!

E o melhor golo?
Esta é das mais difíceis, muitos dos que me conhecem no futsal nem me chamariam um goleador mas já marquei muitos golos pelos Belenenses, escolher um é muito difícil. Vou destacar três: dois destes golos foram no tal jogo contra o Sassoeiros em juvenil, foram dois golos que senti que ajudaram a minha equipa numa fase crucial ! um deles deve ter sido dos melhores golos que já marquei na minha “carreira” ! O outro será o golo contra o Albufeira o ano passado no Algarve, este golo não teve nada de espetacular mas foi numa fase em que me revelei como uma opção evidente para ajudar a equipa na Taça Nacional, foi um momento de reviravolta!

Quem é para ti o melhor jogador com quem já jogaste?
Será sem sombra de dúvidas o Bruno Pinto (nunca pertenci à sua equipa por termos dois anos de diferença mas sempre presenciei o seu trabalho), outros também muito bons são praticamente todos os jogadores da minha equipa do ano passado.

Qual a tua ambição quando chegares a sénior?
A minha ambição quando chegar a sénior é jogar futsal! Onde o poderei fazer ainda falta muito para saber, como já referi anteriormente.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Andebol: Entrevista a Pedro Alvarez

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Quais são os objetivos para a formação na modalidade?
O primeiro objetivo consiste em formar os jovens tanto na perspectiva humana como desportiva. Só se conseguirmos ter jovens com valores, conseguiremos ter atletas no futuro.

O segundo objetivo centra-se na captação seletiva de jovens para os nossos escalões de formação, pois nos últimos tempos a saída de jogadores para os principais clubes de Lisboa foi muito grande. Foram igualmente contratados novos técnicos para a formação, para colaborarem em todo este processo e ajudarem a elevar o nível técnico dos nossos jovens e equipas.

Depois de todo este trabalho inicial à que prepara-los para entrarem na nossa equipa senior, através de um processo de formação pedagógicamente correto e técnicamente assente em princípios do jogo. Ha que trabalhar e saber esperar, para no fim termos cada vez mais opções de escolha e colmatar as possíveis saídas.

Abraço a todos e espero vê-los no Restelo a apoiar as nossas equipas.

Pedro Alvarez
Treinador da equipa sénior e coordenador técnico do andebol.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Futsal: Entrevista a Bruno Martins

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A cumprir a segunda época ao serviço da nossa equipa, o jovem pivot Bruno Martins, de 22 anos, foi o jogador em maior destaque na jornada inaugural do Campeonato Nacional da Iª Divisão, ao apontar um hat-trick e contribuir dessa forma para a vitória do Belenenses/ElPozo diante do Boavista.

Foste o destaque da primeira jornada do campeonato, pelos três golos apontados. Como te sentes?
Sinto-me feliz, muito feliz. Mas principalmente pela nossa equipa ter ganho. Era muito importante entrar no campeonato a ganhar e estamos todos de parabéns por isso mesmo.

Mas acabas por destacar-te pelo hat-trick...
Os golos no futsal são sempre obra do coletivo. Mesmo que se finte os cinco adversários e se marque golo, isso é resultado do trabalho colectivo feito durante a semana. Por isso os golos são partilhados com todo o grupo de trabalho. Mas obviamente que me sinto feliz, pela minha estreia na I Divisão ter sido desta forma e com uma vitória destas.

O que tem de especial?
É especial por ter sido diante do Boavista. Soube-me melhor pela forma como fomos tratados no ano passado no primeiro jogo da final do campeonato, por ter sido perante o nosso público que nos ajudou imenso, por ser a primeira vitória neste campeonato com um grupo de trabalho com muita juventude mas com muito valor e finalmente por ter sido o meu primeiro jogo na Iª Divisão e com a responsabilidade de defender o nome do Belenenses/El Pozo.

Até que ponto foi importante o apoio dos adeptos?
Foi muito importante. Foi um jogo de muito sacrifício, pois o jogo nem sempre correu bem e mesmo nessas alturas menos boas escutámos palmas e palavras de apoio por parte do público. Para mim isso foi muito importante. Há uns anos atrás, quando era miúdo, vim ver um jogo aqui ao Restelo, e olhava para a outra bancada (a bancada dos sócios do Belenenses) que estava cheia e quase levavam os jogadores ao colo. Abraçavam-se e cantavam sem parar. Foi impressionante e marcou-me muito. Nessa altura pensei que seria um sonho jogar aqui. Nem eu pensava que anos mais tarde estaria aqui, com esta camisola vestida.

A tua história é um pouco um conto de fadas…
Ou da Gata Borralheira (risos)... É um pouco isso. Eu jogava num clube dos distritais de Lisboa, no Manjoeira, e de repente estava a jogar no grande Belenenses. Durante um tempo isso parecia um pouco irreal, eu e mais dois companheiros e amigos de infância, o Vando e o Osvaldo, estávamos a viver um sonho pelo qual tanto sonhávamos. Os responsáveis do Belenenses decidiram dar-me a oportunidade de ser alguém e eu lutei por ela e penso que correspondi. Fiz parte de um grupo maravilhoso que recolocou o clube na Iª Divisão e penso que ganhei o direito de aqui continuar. Era também essa a minha vontade.

A responsabilidade de jogar no Belenenses/ElPozo é grande...
Claro que é. Mas a satisfação é ainda maior e penso que supera toda a pressão e o peso da camisola. Eu por mim não o sinto. Adoro jogar aqui e gostava que o clube pudesse voltar a ter condições de ter uma equipa profissional para que eu possa jogar aqui toda a minha carreira. Mas para já, o que tenho que fazer é seguir as indicações dadas pelo mister Teixeira e pelos responsáveis, para que possa evoluir cada vez mais e aprender tudo aquilo que ainda me falta. O que me interessa é que a equipa ganhe muitos jogos, de preferência todos, de forma a que consigamos atingir o objetivo da permanência o mais rápido possível. Eu sinceramente penso que é possível algo mais do que a manutenção mas vamos ver... um jogo de cada vez.

A veia goleadora é para manter?
Seria bom, mas sinceramente não é o mais importante. Somos 16 jogadores de muita qualidade, não me importa quem marque desde que a equipa ganhe e eu fico feliz se puder continuar a ajudar a equipa, nem que seja á baliza... (risos). O que importa é ganhar, como aconteceu esta semana, e merecemos esse prémio, visto que trabalhamos muito durante toda a semana para que a vitória aconteça e continue a acontecer. É esse o meu pensamento.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Iniciados: André Venâncio em entrevista

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Importa potenciar as características e qualidades destes jovens, dotando-os das ferramentas necessárias para que possam continuar no Clube e chegar à equipa principal (sic). Fomos conhecer André Venâncio, líder da equipa técnica dos iniciados do Belenenses, de 31 anos, Nível II de Treinador, Licenciado em Ciências do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana, hoje em dia de grande entrevista.

Temos como objectivo dar a conhecer a pessoa e o treinador. Começando por uma biografia no mundo do futebol, fale-nos do seu percurso, desde o início. Começou como jogador? Se sim, por onde passou?
Como jogador fiz formação como praticante de Desporto Escolar no Colégio Valsassina até aos Iniciados, no CDUL até aos Juvenis, e no CAC dos Juniores aos Séniores. Habitualmente joguei como Avançado, alternando entre Extremo-Direito, Esquerdo e Ponta-de-Lança.

Começou como treinador nos escalões jovens do CAC, em 2003, a meio do seu curso na Faculdade de Motricidade Humana. Como se proporcionou essa oportunidade?
No 2º ano da faculdade conjugava a vida académica com a desportiva, nos séniores do CAC. O treinador dos Infantis A do CAC na altura, e ex-colega de equipa, Rui Reis, convidou-me a liderar a equipa de Infantis de 7 do CAC (Infantis B), o que aceitei de imediato. Dei assim continuidade à paixão pelo futebol, dando início a uma nova fase, agora como treinador.

Deu para conciliar bem as duas frentes, a académica e a de treinador no CAC?
Sim, claramente. Comecei a pôr em prática não só as minhas crenças, como a aprendizagem obtida no curso, e foi fácil conciliar tudo porque os horários assim o permitiam. Tratou-se de um ano bastante enriquecedor. Mais tarde, vim a treinar esses jogadores, que na altura eram Infantis de 1º ano, já como Juvenis, e notei que valorizaram bastante essa primeira experiência.

Mais tarde, em 2008, foi Coordenador Técnico e Treinador na Academia Sportinguista, sucursal de Samora Correia. Como é que isso aconteceu?
Depois de 2 anos no CAC, como treinador dos Infantis B, surgiu a oportunidade, em 2005/2006, de estagiar como adjunto na Academia Sporting, em Alcochete. Foi um ano bastante positivo, pela experiência em si, mas sobretudo pelas qualidades humanas e técnicas dos treinadores com quem privei, em todos os momentos dessa época. Um desses treinadores, o Professor Luis Dias, actualmente Coordenador Técnico do Departamento de Futebol Infantil do Sporting Clube de Portugal, em Setembro de 2008 contactou-me com um convite para coordenar um projecto seu, a formação de uma Escola Academia Sporting em Samora Correia. O desafio era grande e motivador, por isso o abracei.

É lógico pensar que a experiência aí acumulada tenha sido decisiva para o convite que recebeu no ano transacto, para ser Coordenador Técnico do Departamento de Futebol Infantil do Belenenses. Antes disso havia algum contacto ou ligação ao Clube?
De facto, 4 anos de coordenação técnica é algo que traz bastante experiência, fundamentalmente ao nível de garantir outra perspectiva sobre treino e liderança. Considero essa experiência como decisiva na hora de escolher o Coordenador Técnico de uma estrutura como a do Clube de Futebol "Os Belenenses". Houve essa oportunidade e aceitei o desafio. Antes disso, a minha ligação ao Clube resumia-se ao facto de se tratar de um clube da minha cidade, representativo do desporto em Portugal, que sempre mereceu e merecerá a maior admiração.

O seu projecto veio substituir o que vigorava na sequência de um protocolo existente com o Milan, entretanto encerrado. Foi fácil a transição, no Departamento?
Não foi fácil. Quando entrámos em funções não tínhamos sequer material para captações. Não havia base de dados, nem atletas em quantidade suficiente para termos equipas competitivas. No entanto, com o trabalho árduo de uma equipa de treinadores, director técnico e coordenação, em três semanas de reuniões, e após muitos contactos, montámos uma estrutura de 11 equipas em competição, envolvendo um total de cerca de 170 atletas, 150 dos quais recrutados, com 24 treinadores (este número inclui treinadores principais, adjuntos, estagiários e treinadores de guarda-redes). Considero que criámos condições para a consecução dos objectivos a que nos propusémos nessa primeira época: ter equipas competitivas no 1º ano e recolocar o Clube como referência na formação desportiva, não só de Lisboa, como em Portugal. Destaco a presença dos Infantis B na fase final de futebol de 7 e o 2º lugar na Divisão de Honra do Campeonato Distrital alcançado pelos Infantis A, para além das conquistas em torneios importantes como a "Guimarães Cup" e a "Copa Foot21".

Encontramo-lo agora como líder da Equipa Técnica de Iniciados. Porquê a mudança?
A 2 meses do final da época senti a necessidade de reformular a minha vida profissional e pessoal. Senti que tinha o dever cumprido e que o meu projecto de formação para o Clube tinha pernas para andar. Por outro lado, queria voltar ao trabalho de campo, pois é aquilo que mais me satisfaz. Sempre acreditei que podia ser convidado para um projeto desafiante e foi o que aconteceu. O presidente do Clube de Futebol "Os Belenenes", Dr. António Soares, soube da minha disponibilidade e convidou-me para liderar a equipa de Iniciados A. Aceitei prontamente e considero o maior desafio profissional da minha curta carreira.

De onde lhe veio a motivação para abraçar esta carreira, de treinador?
O futebol, para mim, sempre foi muito mais do que apenas um desporto. Muito daquilo que sou aprendi com ele. Para além disso, tenho construído uma abordagem própria e uma identidade de treino consubstanciada ao longo dos anos, que me motiva a continuar a acreditar naquilo que faço.

Das pessoas (treinadores, jogadores ou outros) pelas quais se cruzou, tem alguém que gostasse de recordar em especial e porquê?
Recordar alguém em especial seria desvalorizar muitos daqueles com quem partilhei ou aprendi algo. Treinadores, jogadores, delegados, fisioterapeutas e família, todos, directa ou indirectamente, contribuem diariamente para o meu crescimento pessoal e profissional.

Enquanto treinador, tem alguma época mais especial que gostasse de destacar?
Todas elas tiveram aspectos positivos e muita aprendizagem. Até ao momento, a presente época (2013/2014) é a mais especial por ser a que se está a iniciar. Quero desfrutar e trabalhar muito, temos um grupo técnico e de jogadores fantástico.

E um jogo mais marcante? 
O próximo.

Em termos de futuro, até onde ambiciona chegar?
Pretendo continuar a desenvolver o meu trabalho. Quero aprender, reflectir e melhorar, para ser profissional de futebol a tempo inteiro.

No imediato, temos o Nacional de Iniciados à porta. O que se poderá esperar do Belenenses este ano?
O primeiro objectivo, transversal a todos os jogos e momentos de treino, é dignificar o símbolo que representamos. A responsabilidade e qualidade do trabalho que realizarmos deverá ser máximo. Podem esperar uma equipa trabalhadora, que lutará sempre pelo melhor resultado e classificação possíveis. É importante não nos dissociarmos dos compromissos formativos, potenciando as características e qualidades destes jovens, dotando-os das ferramentas necessárias para que possam continuar no Clube e chegar à equipa principal.

Fora disto, desenvolve alguma outra actividade profissional? Qual?
Sou professor de Educação Física e Personal Trainer.

E hobbies, que não envolvam futebol, tem algum que gostasse de partilhar?
Amigos e Música.

Como se descreveria a si próprio, como pessoa?
Deixo essa tarefa para os outros, sou suspeito!

Tem uma última mensagem que gostasse de acrescentar, à guisa de conclusão?
É um orgulho enorme e uma realização pessoal representar este Clube. Desejo uma excelente época desportiva a todas as suas equipas, desde os Traquinas aos Séniores.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Juvenis: Ricardo Manuel em entrevista

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Fomos conhecer Ricardo Manuel, líder da equipa técnica dos juvenis do Belenenses, de 32 anos, Nível II de Treinador, Licenciado em Desporto e Mestre em Educação Física, hoje em dia de grande entrevista.

Temos como objectivo dar a conhecer a pessoa e o treinador. Começando por uma biografia no mundo do futebol, fale-nos do seu percurso, desde o início. Começou como jogador? Se sim, por onde passou?
Tive uma passagem como jogador, mas apenas ao nível dos escalões de formação. Iniciei nos infantis do Almada, de onde me transferi para o Sport Lisboa e Benfica, onde fiz dois anos como iniciado. Depois passei pelo Belenenses, representando o Clube nos escalões de juvenis e juniores. Na passagem a sénior, aí optei por uma maior dedicação aos estudos.

Como foi a entrada no mundo dos treinadores?
Efectuei um estágio curricular, no âmbito da licenciatura pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior, no escalão de infantis do Sport Lisboa e Benfica, como treinador adjunto.

Teve alguém que o tenha motivado a abraçar essa carreira, pelo exemplo, ou incentivado nesse sentido?
Não destaco ninguém em particular. Fui apenas motivado pelo gosto e paixão que tenho pelo jogo, e também pela curta experiência enquanto jogador.

Que equipas orientou até chegar ao Belenenses?
Antes do Belenenses estive no Sport Lisboa e Benfica, entre 2004 e 2011. Em 2011/2012 representei o Real Sport Clube.

E como se proporcionou a sua entrada no Clube?
Foi pelo antigo Coordenador da Escola de Formação do Clube, que me convidou a orientar os infantis "A".

Isso foi portanto o ano passado. Que tal lhe correu a época?
Foi algo de marcante a todos os níveis, com momentos intensos e únicos.

Dentro das pessoas (treinadores, jogadores ou outros) pelas quais se cruzou, tem alguém que gostasse de recordar em especial e porquê?
Destaco todos os jogadores que tive o prazer de ajudar a evoluir. Orgulho-me de poder dizer que mantenho ligação com a grande maioria deles, independentemente do sucesso que tiveram ou estão a ter no futebol. Acima de tudo, sinto-me honrado por verificar que são todos grandes Homens no presente.

Como treinador, tem alguma época mais especial que gostasse de destacar?
Não me canso de destacar a época passada. Traçámos desde início um objectivo ambicioso, o de colocar os infantis "A" do Belenenses nos dois primeiros lugares do Campeonato, mesmo sabendo que tal nunca tinha sido alcançado. Pelo desafio que foi, dificuldades que ultrapassámos e evolução conseguida, terminando vice-campeões, foi realmente uma época intensa e marcante.

E um jogo mais marcante?
Para mim, marcantes foram todos os jogos em que me apercebi no final de que tinha errado, porque são esses que me dão bases para aprender.

Em termos de futuro, até onde ambiciona chegar?
Sou ambicioso e exigente comigo próprio, mas apenas traço objectivos a curto/médio prazo. Neste momento só ambiciono o melhor para este grupo e para o Clube.

No imediato, temos o Nacional de Juvenis à porta. O que se poderá esperar do Belenenses este ano?
Independentemente dos resultados desportivos, espero dar uma boa imagem do Clube, mostrando uma equipa organizada, com método e qualidade nas suas acções, e com margem de evolução. Foi um grupo construído de raiz, será um desafio enorme, mas queremos que este chegue ao final com uma noção clara da responsabilidade que é representar um Clube desta dimensão.

Fora disto, desenvolve alguma outra actividade profissional? Qual?
Sou professor de Educação Física.

Como se descreveria a si próprio, como pessoa?
Ambicioso e exigente, com muita motivação para enfrentar os desafios que aparecem na vida.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Futebol Feminino: Entrevista com Tatiana Dinis

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Como é que começaste a praticar futebol?
Sempre joguei à bola desde pequena. O meu pai é treinador de futebol e o meu irmão foi jogador por isso sempre estive com a bola entre os pés. Sempre gostei de sentir o cheiro do relvado e sentir aquela atmosfera que o rodeia e então comecei a ter o gosto de ter a bola por perto.

Tiveste o apoio da tua família?
Ao inicio não, todos achavam que o futebol era para rapazes mas depois começaram a ver que aquilo era a minha vida e então começaram por apoiar. Ainda hoje por vezes deparo-me com pessoas a dizer que o futebol é para homens o que me deixa realmente triste.

O futebol foi sempre a única paixão , ou gostavas de fazer desporto em geral?
Gosto de fazer desporto em geral mas sem duvida que o futebol para mim é Tudo!

Qual foi o melhor e o pior momento que viveste no futebol até hoje e porquê?
O melhor momento penso que foi quando entrei em campo com a camisola das quinas. Esse foi realmente o melhor momento porque ao estar ali é uma recompensa do meu trabalho Pior momento penso que foi quando levei vermelho direto pela primeira vez. Fiquei em pânico porque nunca me tinha acontecido mas depois passou (ahahah).

Como te descreves como jogadora?
Penso que sou uma jogadora que dá sempre 200% em campo. Não sou jogadora de ter a bola nos pés, gosto de fazer passes a rasgar e não sou boa em situações de bola no ar

Tens alguma superstição ou ritual antes ou depois dos jogos?
Gosto de vestir os calçoes e as meias primeiro e depois sim a camisola (ahahah) não sei bem porquê mas foi uma coisa que nasceu comigo no futebol.

O que te motiva para continuares a jogar futebol?
A paixão pela bola!

Alguma vez sentiste que o futebol te prejudicava nos estudos ou na tua vida profissional?
Sinceramente já! Ja senti que em certa altura não conseguia jogar futebol e estudar ao mesmo tempo por causa dos horários dos treinos, mas sempre ouvi dizer ”quem corre por gosto não cansa”.

A falta de condições e de reconhecimento do futebol feminino é só um problema de dinheiro?
Não! É um problema de desvalorização entre os sexos.

Achas que o futebol feminino ainda está ligado a preconceitos?
Certamente!

Achas que num futuro próximo vamos ter uma liga profissional em Portugal?
Penso que sim! A Professoa Mónica Jorge tem feito um trabalho excelente e claramente que no futuro iremos ter uma liga profissional.

Qual a liga estrangeira que mais te atrai?
Futebol Inglês! O futebol inglês e certamente o melhor! A maneira de jogar lá é incrivel.

Se te aparecesse uma oportunidade para ser profissional em Portugal ou no estrangeiro aceitavas?
Claramente! Quero fazer do futebol a minha vida!

Até quando pensas jogar futebol?
Até não poder com os pés ahahah.

Como é vestir a camisola da selecção portuguesa?
E algo do outro mundo! Nunca pensei que essa oportunidade acontecesse mas assim que ela surgiu agarrei-a com unhas e dentes!

Qual a sensação antes de entrar em campo na 1ª internacionalização? As pernas tremem muito?
E uma sensação inexplicável! Eu nem sei bem o que senti naquele momento, apenas quis fazer o meu melhor e desfrutar do momento.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Direção chegou a acordo com antigos jogadores de Futsal

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António Soares, em entrevista aos órgãos de comunicação social, garantiu que chegou a acordo com os quatro jogadores de futsal que intentaram um processo de insolvência contra o clube por dívidas, adiantando que as mesmas serão ainda hoje liquidadas.

"Tratou-se de mais um processo que envolve quatro jogadores de futsal, com dívidas de salários da época de 2009/2010 e parte de 2010/11. Foi intentado por estes antigos atletas, um processo de insolvência, mas na sequência das conversas com os advogados que os representam, chegou-se a acordo e vai ser liquidada a dívida hoje", afirmou o nosso Presidente.

António Soares adiantou que vai levar à próxima Assembleia-Geral do clube, agendada para o final do mês, uma proposta de um Processo Especial de Revitalização, para poder solucionar o passivo do clube, que ronda os 12 milhões de euros.

"Não parece que haja outra solução que não seja avançar para um Processo Especial de Revitalização, porque senão vamos ser sistematicamente encostados à parede com questões relacionadas com insolvências que é a forma que os advogados arranjam para pressionar a pagar as dívidas", explicou António Soares.

De acordo com António Soares, o passivo do Belenenses está concentrado na Banca, no Estado e na Federação Portuguesa de Futebol, mais cinco milhões "descontratualizados, de pequenas somas a centenas de credores".

"Estamos a falar de um passivo elevado, de curto e médio prazo que ronda os 12 milhões de euros. Desta vez foi possível resolver, mas há dividas de um montante que, se houver um procedimento deste género por parte do credor, o clube não pode resolver", explicou.

António Soares espera alguma recetividade por parte dos sócios na aceitação da proposta, uma vez que considera que não há outra opção para tornar viável a saúde do clube, caso não apareça ninguém que faça uma "injeção de capital muito forte".

"Temos vindo a explicar, ao longo dos três anos de direção do clube, a situação em que se vive, mas chegámos a um momento de tomar uma decisão, sem receitas extraordinárias o clube não tem possibilidade. Sempre que acontece uma situação deste género, que surge praticamente todos os meses, isso compromete os compromissos assumidos para despesa corrente. Tem de se encontrar uma solução", finalizou o nosso Presidente.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Futsal: Entrevista ao treinador Campeão Nacional

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Carlos Teixeira era, até início de Março, o treinador principal da nossa equipa de juniores. A saída abrupta da anterior equipa técnica precipitou o inesperado convite. Carlos, que esperava por esta altura estar concentradíssimo na luta pela Taça Nacional de Juniores, acabou por ser o timoneiro na grande reConquista: o futsal do Belenenses voltou à 1ª Divisão!

Objectivo da subida de divisão alcançado. Hora do contacto com os adeptos. E tu até estás muito bem cotado junto dos adeptos do Belenenses. Sentes-te bem com isso?
Muito bem, sempre tive uma boa relação com os adeptos, talvez porque sabem que desde sempre dei tudo por esta camisola. Nem sempre fiz tudo bem, mas a entrega e o respeito pelo emblema, esses estiveram sempre em 1º lugar.

As primeiras semanas não foram fáceis…
Quando há alteração de liderança, perde-se umas coisas, ganha-se outras e realmente as três primeiras semanas foram de conhecimento mútuo, de assimilação de novos métodos de trabalho, de uma nova forma de comunicação. A juntar a isto os dois primeiros resultados também não ajudaram. Mas senti sempre que iríamos conseguir, pela vontade que via nos jogadores em tentar pôr em prática rapidamente o que era pedido.

A verdade é que assumiste a equipa em 1º lugar da classificação e, embora tivesse havido nessa altura um tropeção, nunca deixaste de ser comandante e vais terminar em 1º lugar. Alguma vez "tremeste"? Alguma vez pensaste que não iriam conseguir?
Costumo dizer muitas vezes que "os jogos só terminam quando o arbitro apita" e a verdade é que nunca podemos dar as coisas como certas de acontecer, mas sempre estive muito confiante. Confiança essa que me era passada pelos atletas, desde a primeira conversa, desde o primeiro treino, pela atitude em jogo, sempre os senti muito comigo e com muita vontade de devolver o Belenenses ao lugar que lhe é devido.

Objectivo claro de vencer a Taça Nacional está ao alcance da equipa júnior?
Acredito que sim. Esta equipa de juniores trabalha junta há 2 anos e alguns há 3 anos. É um projecto forte da Secção, que tem tudo para dar certo. Se nos mantivermos humildes, trabalhadores e ambiciosos, como até aqui, iremos sem dúvida discutir o título nacional.

E agora? O que vamos ter até final da época?
Vamos preparar-nos convenientemente para a disputa do título nacional, pois é algo que ambicionamos vencer. Tornar esta época inesquecível, quanto mais não seja para fazer lembrar que o lugar do Belenenses não poderá ser, nunca mais, na 2ª divisão.

Por fim, dedico este título a todos os adeptos. Os que nos acompanham e também aos outros. Tenho 8 anos de Clube e já vi bancadas cheias e vazias. Já assisti a verdadeiros infernos e a jogos quase em família. Já me senti a ser levado por uma onda de apoio avassaladora, assim como já me senti sozinho.

Acreditem que sempre que acontece a primeira situação a equipa é mais forte e quase imbatível. O poder que vem da bancada é poderosíssimo, e os jogadores sentem isso como ninguém.

Este sucesso volta a colocar o Belenenses no seu lugar, e o que espero e anseio é que todos os que antes nos apoiavam e por nós vibravam, voltem à bancada. Este sucesso é acima de tudo para eles e para o prestígio do Clube de Futebol «Os Belenenses».

Entrevista Completa:

quinta-feira, 28 de março de 2013

O «Belém» volta ao Palácio dos grandes

Postado Por: with Sem Comentarios
É uma questão de matemática, de somar o pouco que falta para asseverar aquilo que é já uma certeza aos olhos do país que gosta de futebol; e do outro, que pouca atenção lhe presta, porque o Belenenses é um daqueles nomes transversais ao quotidiano nacional; é parte da cultura desportiva e da sociedade portuguesa.

Três anos depois da queda à II Liga, os azuis do Restelo estão a uma vitória de lacrar a subida e regressar ao Palácio dos grandes. Pode acontecer já no próximo sábado, no Estádio 25 de Abril, em Penafiel; o local ideal para celebrar a «revolução» guiada por Mitchell Van der Gaag no futebol do «Belém», alegre e cativante como há muito não se admirava do alto do Restelo com vista para o Tejo.

Numa das semanas mais importantes da época para o clube da «Cruz de Cristo» - a subida de divisão está ao virar da esquina e a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, frente ao V. Guimarães, agendada para esta quarta-feira -, o zerozero.pt bateu à porta do Belenenses e chegou à fala com o goleador de serviço: Tiago Caeiro, 28 anos, e um dos 23 «caloiros» na equipa lisboeta, ele que chegou do Atlético no início da época para reforçar o ataque azul.

Portanto, a primeira pergunta (ou constatação, se preferir) que se impunha era a seguinte: para quem está na época de estreia em Belém, o percurso é de sonho: «Melhor era quase impossível! No início da temporada, ninguém estava à espera; claro que todos ambicionávamos andar nos lugares cimeiros, mas era impensável termos uma vantagem tão grande por esta altura», começa por contar Tiago Caeiro ao zerozero.pt. A declaração do homem que leva 12 golos somados em 27 jogos com a camisola azul acresce de importância ao constatar que a caminhada imaculada do «Belém» acontece «numa Liga que é sempre muito competitiva e que este ano ainda contou com a entrada das equipas B de grandes clubes portugueses», sublinha, antes de rematar o tema de entrada: «Está a ser um sonho…»

Quando uma «revolução» conduz à união.
A atual temporada encerra o maior «jejum» do Belenenses pelos caminhos sinuosos do segundo escalão do futebol português; nunca antes na história que beija o centenário (faltam seis anos) a equipa da capital tinha passado tanto tempo (três épocas) longe do palco principal. A nova – e triste – realidade gritava por uma mudança, uma «revolução» que chegou no advento da nova época e no rosto de 23 novatos prontos a romper com o passado recente do clube.

«A nossa equipa não tem segredos. O facto é que chegaram muitos jogadores novos no início da época, de divisões inferiores e que nunca tinham jogado juntos; essa novidade de todos ajudou desde logo a quebrar o gelo e facilitou a integração», conta Tiago Caeiro, precisamente um dos líderes da «revolução» azul. «Criou-se uma amizade muito forte que depois se nota dentro do campo. Depois há o mérito da equipa técnica e da equipa médica que nos ajuda a estar sempre no melhor momento», acrescenta na conversa com o nosso portal.

Sem segredos, mas com fórmulas atestadas nos livros do futebol, o sucesso da equipa do holandês Van der Gaag assenta na mescla de juventude e experiência: «A juventude de grande parte do plantel acabou por ser positiva porque trouxe aquela irreverência normal da idade. Isso, combinado com a existência de jogadores mais experientes, tornou a equipa mais forte», confirma Caeiro.

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