quinta-feira, 28 de março de 2013

O «Belém» volta ao Palácio dos grandes

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É uma questão de matemática, de somar o pouco que falta para asseverar aquilo que é já uma certeza aos olhos do país que gosta de futebol; e do outro, que pouca atenção lhe presta, porque o Belenenses é um daqueles nomes transversais ao quotidiano nacional; é parte da cultura desportiva e da sociedade portuguesa.

Três anos depois da queda à II Liga, os azuis do Restelo estão a uma vitória de lacrar a subida e regressar ao Palácio dos grandes. Pode acontecer já no próximo sábado, no Estádio 25 de Abril, em Penafiel; o local ideal para celebrar a «revolução» guiada por Mitchell Van der Gaag no futebol do «Belém», alegre e cativante como há muito não se admirava do alto do Restelo com vista para o Tejo.

Numa das semanas mais importantes da época para o clube da «Cruz de Cristo» - a subida de divisão está ao virar da esquina e a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, frente ao V. Guimarães, agendada para esta quarta-feira -, o zerozero.pt bateu à porta do Belenenses e chegou à fala com o goleador de serviço: Tiago Caeiro, 28 anos, e um dos 23 «caloiros» na equipa lisboeta, ele que chegou do Atlético no início da época para reforçar o ataque azul.

Portanto, a primeira pergunta (ou constatação, se preferir) que se impunha era a seguinte: para quem está na época de estreia em Belém, o percurso é de sonho: «Melhor era quase impossível! No início da temporada, ninguém estava à espera; claro que todos ambicionávamos andar nos lugares cimeiros, mas era impensável termos uma vantagem tão grande por esta altura», começa por contar Tiago Caeiro ao zerozero.pt. A declaração do homem que leva 12 golos somados em 27 jogos com a camisola azul acresce de importância ao constatar que a caminhada imaculada do «Belém» acontece «numa Liga que é sempre muito competitiva e que este ano ainda contou com a entrada das equipas B de grandes clubes portugueses», sublinha, antes de rematar o tema de entrada: «Está a ser um sonho…»

Quando uma «revolução» conduz à união.
A atual temporada encerra o maior «jejum» do Belenenses pelos caminhos sinuosos do segundo escalão do futebol português; nunca antes na história que beija o centenário (faltam seis anos) a equipa da capital tinha passado tanto tempo (três épocas) longe do palco principal. A nova – e triste – realidade gritava por uma mudança, uma «revolução» que chegou no advento da nova época e no rosto de 23 novatos prontos a romper com o passado recente do clube.

«A nossa equipa não tem segredos. O facto é que chegaram muitos jogadores novos no início da época, de divisões inferiores e que nunca tinham jogado juntos; essa novidade de todos ajudou desde logo a quebrar o gelo e facilitou a integração», conta Tiago Caeiro, precisamente um dos líderes da «revolução» azul. «Criou-se uma amizade muito forte que depois se nota dentro do campo. Depois há o mérito da equipa técnica e da equipa médica que nos ajuda a estar sempre no melhor momento», acrescenta na conversa com o nosso portal.

Sem segredos, mas com fórmulas atestadas nos livros do futebol, o sucesso da equipa do holandês Van der Gaag assenta na mescla de juventude e experiência: «A juventude de grande parte do plantel acabou por ser positiva porque trouxe aquela irreverência normal da idade. Isso, combinado com a existência de jogadores mais experientes, tornou a equipa mais forte», confirma Caeiro.

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