terça-feira, 24 de setembro de 2013

78º aniversário do Grande Vicente

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No Belenenses conquistou aliás, os mesmos títulos que o seu irmão. Foi ele, como capitão de equipa, que recebeu e ergueu a Taça de Portugal de 1960.

Chegou a Portugal no início da época de 54/55, graças à intervenção de grandes belenenses radicados em Moçambique, como o Capitão Francisco Soares da Cunha. Estreou-se na festa de despedida de Feliciano (um dos campeões de 1946 ainda vivos, juntamente com Artur Quaresma, Andrade e Sério), marcando logo um golo ao FC Porto. De resto, em Moçambique jogava a avançado; mas, em Portugal e no Belenenses, fixou-se como médio e, depois, como defesa.

Jogador fino e elegante, sempre correto, era, porém, de eficácia tremenda na marcação a jogadores adversários de pendor atacante. Ficou lendário por ter sido de todos os jogadores do mundo, o que melhor marcava o maior futebolista de todos os tempos, o brasileiro Pelé - fato reconhecido por este, que lhe tributava a maior admiração, expressa várias vezes. Isso mesmo aconteceu no Mundial de 1966, onde, juntamente com José Perreira, foi um dos nossos jogadores ao serviço da Selecção de Portugal. Na altura, o jornal Inglês Daily Mail elegeu-o o defesa mais elegante do mundo. Envergou a camisola das quinas por 20 vezes.

Em pleno apogeu da sua carreira individual, logo após o Mundial de 1966, sofreu um acidente de viação que lhe afetou gravemente um dos olhos, obrigando-o a pôr prematuramente termo à carreira. Pouco tempo depois, em 22 de Janeiro de 1967, foi alvo de uma homenagem ímpar: teve lugar em todos os campos onde se jogou, então, uma jornada dos Campeonatos Portugueses.

Desde então para cá, permaneceu sempre ligado ao Belenenses. No ano do seu 78º aniversário o clube irá homenageá-lo com a atribuição do seu nome ao campo de futebol nº4 do nosso Complexo Desportivo.

Parabéns Grande Vicente.
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